Alarmes

Como funciona um alarme residencial: central, sensores e sirene

Um alarme residencial funciona com sensores que avisam a central, e ela dispara a sirene e o aviso no celular. Veja como cada parte trabalha na prática.

Central de alarme residencial branca instalada na parede interna ao lado da porta, com luzes indicadoras acesas

Quase todo mundo já viu uma central de alarme na parede de alguma casa, aquela caixinha branca perto da porta. Poucos sabem o que acontece dentro dela. E isso atrapalha na hora de comprar, porque a pessoa acaba escolhendo pelo preço ou pela quantidade de sensores, sem entender o que realmente faz diferença.

A ideia é simples. Complicado é fazer bem feito.

Como funciona um alarme residencial?

O alarme funciona com três partes conversando entre si: os sensores percebem alguma coisa acontecendo, a central recebe esse aviso e decide o que fazer, e a sirene mais o aviso no celular avisam você e quem estiver por perto. É esse o ciclo inteiro.

Quando o sistema está armado e um sensor detecta movimento ou uma porta abrindo, ele manda o sinal na hora para a central. A central confere se aquela zona está ativa, espera o tempo de entrada que foi configurado (se for uma porta de entrada, por exemplo) e, se ninguém desarmar, dispara.

A central

A central é o cérebro. Ela guarda a programação, sabe quais sensores existem, em quais zonas eles estão, quanto tempo a sirene toca e para quais números avisar. Também é ela que segura a bateria de reserva.

Uma central boa aceita mais sensores do que você precisa hoje. Isso importa: casa cresce, garagem vira edícula, e aí você quer acrescentar um ponto sem trocar o sistema todo.

Os sensores

Os sensores são os olhos. Cada tipo enxerga uma coisa diferente:

  • Sensor de abertura (magnético): fica em porta ou janela, em duas partes. Quando a porta abre, as duas se separam e ele avisa.
  • Sensor de presença (infravermelho): enxerga o calor do corpo se movimentando dentro do ambiente. É o que cobre sala, corredor, quarto.
  • Sensor infravermelho ativo (barreira): um par de torres que cria um feixe invisível. É bastante usado no perímetro, no quintal, antes de a pessoa chegar na casa.
  • Sensor de impacto: percebe vibração em vidro ou grade.

A sirene e o aviso

A sirene tem duas funções, e a segunda é a mais importante. A primeira é constranger: barulho alto no meio da noite tira o sossego de quem entrou e costuma fazer a pessoa desistir e sair. A segunda é chamar atenção do vizinho, da rua, de quem estiver passando.

O aviso no celular é o que fecha a conta. Sirene tocando com você fora de casa não resolve nada se ninguém te avisar.

Qual a diferença entre sensor de presença e sensor de abertura?

O sensor de abertura avisa antes de a pessoa estar dentro, e o de presença avisa depois que ela já entrou. Essa é a diferença que muda o projeto.

Por isso eu sempre trabalho em camadas. Primeiro o perímetro (barreira no quintal, sensor nas janelas e portas), depois o interior (presença na sala e nos corredores). Se o alarme só tem sensor de presença, ele só vai gritar quando o problema já está na sua sala.

O alarme funciona sem energia e sem internet?

Sim, com ressalvas em cada caso. Central de alarme tem bateria interna justamente porque a falta de luz é um cenário previsível, seja por temporal ou por corte proposital. Com a bateria em dia, o sistema continua armado e a sirene continua disparando.

O detalhe é que a bateria envelhece. Ela dura alguns anos e vai perdendo a autonomia devagar, sem avisar. Uma bateria vencida entrega um sistema que parece funcionar no dia a dia e simplesmente morre quando falta luz por três horas.

Internet é outra história. Sem internet, o alarme continua funcionando localmente (sensor detecta, central dispara, sirene toca), mas o aviso no celular depende da conexão. Por isso sistema que só usa Wi-Fi é frágil. O ideal é ter um caminho alternativo, por chip celular, para o aviso sair mesmo se a internet cair.

Por que o alarme dispara sozinho?

Quase sempre é sensor mal posicionado, não defeito. O sensor de presença enxerga variação de calor em movimento, e tem coisa que engana ele: cortina balançando na frente de uma janela ensolarada, ar-condicionado soprando direto, ventilador, e principalmente animal de estimação.

Gato e cachorro são o motivo campeão de disparo em falso. Existe sensor com filtro pet, que ignora massa pequena, mas ele precisa ser instalado na altura certa e com o ângulo certo. Instalado no chute, dispara igual.

Outro clássico é o sensor de abertura em portão de garagem que balança com o vento. Se as duas partes ficam no limite da distância, qualquer folga separa elas.

Quantos sensores a minha casa precisa?

Não existe número fixo, e desconfie de quem chuta um sem ver a casa. O que define é a planta: quantas portas dão para fora, quantas janelas são acessíveis do chão, se tem quintal nos fundos, se tem muro baixo em algum lado, se tem cachorro solto na área.

Uma casa térrea com três janelas na frente e um quintal grande atrás pede coisas diferentes de um sobrado com muro alto. É por isso que eu prefiro ver o lugar antes de falar em orçamento. Em Amambai e Dourados, boa parte das casas tem fundo com saída para outra rua ou para o terreno do vizinho, e esse é justamente o ponto que costuma ficar descoberto.

Alarme sem fio ou com fio: qual é melhor?

Depende de a casa estar pronta ou em obra. Se a construção já está de pé e acabada, o sem fio resolve bem: instala rápido, não quebra parede, e os sensores funcionam com pilha ou bateria própria.

Se a casa está em obra, vale passar o cabo. Sistema com fio não depende de bateria em cada sensor e não sofre com interferência.

Na prática, a maioria das instalações que eu faço é híbrida: cabeado onde dá, sem fio onde não compensa quebrar parede.

Qual a manutenção de um alarme residencial?

O básico é testar o sistema de vez em quando e olhar as baterias. Armar o alarme e passar na frente de cada sensor leva cinco minutos e mostra se todos estão respondendo. Muita gente descobre que um sensor parou de funcionar só no dia do arrombamento.

Uma revisão anual dá conta do resto: bateria da central, pilha dos sensores sem fio, sirene, alinhamento das barreiras e teste do aviso no celular.

Se você está pensando em instalar um alarme, ou já tem um e não confia mais nele, me chama no WhatsApp (67) 98483-9207. Eu vejo a casa, entendo o que precisa de fato e monto o sistema em cima disso, sem vender sensor a mais.

Continue lendo