Alarmes

Sensor de presença com pets: alarme sem disparo falso

Dá para ter alarme em casa com cachorro sim. O segredo é sensor pet immune instalado na altura certa e com o ambiente pensado. Veja como evitar disparo falso.

Cachorro deitado no piso da sala com sensor de presença instalado no alto da parede

Quem tem cachorro e pensa em alarme sempre chega com a mesma frase: "mas aí vai disparar toda hora, né?". Não vai. Ou melhor: não precisa. Eu instalo alarme em casa com cachorro em Amambai e Dourados o tempo todo, e o sistema fica armado a noite inteira sem incomodar ninguém.

O que acontece é que muita gente compra sensor comum, prega na parede na altura que deu na cabeça e depois culpa o cachorro.

Por que o alarme dispara quando o cachorro anda pela casa

Porque o sensor comum não enxerga forma, ele enxerga calor em movimento. O sensor de presença que eu uso em alarme residencial é infravermelho passivo. Ele fica lendo a temperatura do ambiente e dispara quando percebe uma variação de calor se deslocando dentro da área que ele cobre.

Cachorro é calor se deslocando. Gato também. Para um sensor comum, um vira-lata cruzando a sala e uma pessoa cruzando a sala são a mesma coisa: uma massa quente andando.

O sensor não está com defeito quando dispara com o pet. Ele está fazendo exatamente o que foi feito para fazer. O erro está na escolha do sensor e em como ele foi montado.

O que é sensor pet immune e como ele funciona

Sensor pet immune é o sensor projetado para ignorar animais pequenos e médios e continuar detectando gente. A diferença está na lente e no jeito que ele divide o ambiente.

A lente do sensor não cobre a sala inteira como um bloco só. Ela quebra a área em faixas de detecção, que se chamam de cortinas ou zonas. No sensor pet immune, essas faixas são desenhadas de um jeito que a região mais rente ao chão fica de fora ou fica menos sensível. Junte a isso a eletrônica, que compara o tamanho da variação de calor com o que ela espera de uma pessoa, e o resultado é um aparelho que deixa o cachorro passar por baixo sem dar alarme.

Até quanto de peso ele ignora

Isso muda de modelo para modelo, e essa informação vem na ficha técnica do fabricante. Não existe um número único que valha para todos. Cada sensor traz o limite de peso que ele tolera, e é esse limite que manda na escolha.

Por isso a pergunta certa não é "esse sensor é pet?", e sim "qual o porte do seu cachorro?". Um poodle e um pastor alemão não pedem a mesma solução. Cachorro grande demais para o modelo escolhido vai disparar, e não tem regulagem que conserte isso depois.

Sensor pet immune resolve sozinho o problema?

Não. Ele é metade da solução, a outra metade é a instalação. Esse é o ponto que eu mais vejo errado em sistema que o cliente comprou pronto e mandou alguém pregar na parede.

O sensor pet immune só entrega o que promete se três coisas forem respeitadas:

  • A altura de montagem. Cada modelo tem a altura em que a lente foi calculada para trabalhar. Fora dela, as zonas de detecção caem no lugar errado e a faixa que deveria ficar livre para o cachorro passa a pegar o cachorro. Altura de sensor não é chute.
  • O ângulo. Sensor pet immune inclinado para baixo perde a lógica inteira. O que era zona de gente vira zona de chão.
  • O que tem embaixo. A faixa livre só existe se o cachorro ficar dentro dela. Se ele sobe em alguma coisa, ele sai da faixa de pet e entra na faixa de pessoa.

Onde instalar sensor em casa com cachorro

Nos pontos de passagem obrigatória, e sempre olhando o que o animal faz naquele cômodo. A regra prática é pensar como o cachorro se move, não só como o ladrão se move.

Alguns cuidados que fazem diferença de verdade:

Situação O que acontece O que fazer
Sofá ou cama na área do sensor O pet sobe e entra na zona de detecção de pessoa Reposicionar o sensor ou mudar o ângulo de cobertura
Escada dentro do campo de visão O cachorro subindo ganha altura e vira "gente" Tirar a escada do campo ou usar outro tipo de sensor no ambiente
Sensor virado para janela com sol Variação de calor forte confunde a leitura Redirecionar o sensor
Cachorro que dorme solto na casa toda Cobertura ampla demais para o porte dele Setorizar: dividir o alarme em zonas e armar só a parte externa à noite

Essa última linha é a saída mais subestimada. Alarme bom trabalha por setores. Dá para deixar armada a área de fora e os acessos, e liberar a parte interna onde o cachorro circula durante a noite. De dia, com a casa vazia e o cachorro no quintal, arma tudo. É a mesma central, só configurada com juízo.

Cachorro no quintal muda alguma coisa?

Muda bastante, e para melhor. Cachorro solto na área externa e alarme cobrindo o interior da casa é a combinação mais tranquila que existe. Cada um fica no seu campo, sem conflito.

O cuidado passa a ser com sensor externo, se houver. Área aberta tem vento, folha se mexendo, sol batendo e o próprio cachorro fazendo a ronda dele. Sensor externo pede projeto mais caprichado do que sensor de dentro de casa.

O alarme já está instalado e dispara com o pet. Tem jeito?

Tem, e nem sempre precisa trocar tudo. A sequência que eu sigo no atendimento é esta:

  1. Descobrir qual sensor dispara. A central registra a zona. Isso já elimina metade da adivinhação.
  2. Conferir se aquele sensor é pet immune de verdade. Muita gente acha que comprou e não comprou.
  3. Medir a altura e o ângulo. É onde mora o problema na maioria dos casos, mesmo com sensor certo.
  4. Olhar o cômodo com o cachorro dentro. Ver onde ele sobe, onde ele dorme, por onde ele passa.
  5. Ajustar o setor. Às vezes a solução é configuração de central, não hardware.

Troca de sensor costuma ser o último passo, não o primeiro.

O que não fazer

Não baixe a sensibilidade para o alarme parar de reclamar. Você vai continuar com o mesmo sensor errado no mesmo lugar errado, só que agora ele pode não disparar quando for gente de verdade. Alarme que não incomoda porque foi capado não é alarme, é enfeite de parede.

E não desarme a zona da sala "só hoje". Vira hábito rápido.

Se o seu alarme está disparando com o cachorro, ou se você está adiando a instalação com medo disso, me chama no WhatsApp (67) 98483-9207 e conta o porte do seu cachorro e como é a casa. Dá para resolver, e na maioria das vezes é mais simples do que parece.

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